terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pedra Pequena

Sexta-feira, 11 de outubro
O nosso colega e amigo Luís Cerejo está de parabéns! Concluiu o seu segundo livro, não de contos, como o anterior, mas um romance feito de muitas histórias. O livro chama-se Pedra Pequena e ele explica no Prefácio:
  
O título “Pedra Pequena” corresponde a uma expressão que existe em variadíssimas Línguas e Culturas e foi-me inspirado por uma canção de Paco Ibanez que explica que uma “Pedra Pequena” é a pedra que não servirá para grande coisa. Talvez possa vir a ser utilizada, eventualmente, num muro vulgar ou numa estrada.


   “Pedra Pequena” nunca servirá para esculpir uma coluna, para portal de uma igreja, pilar de um palácio ou ameia de um castelo.
   “Pedra Pequena” é como a Vida… uma tragédia e uma comédia gregas em simultâneo.
   “Pedra Pequena” não é, afinal, Castelo Branco.
   “Pedra Pequena” somos todos nós.

O Luís Cerejo deu-me a honra de apresentar o seu livro e eu, logo no início, escrevo sobre o nosso passado comum, onde ganhámos o gosto, um vício bom, pelos livros:
   Conhecemo-nos desde o longínquo outono de 1968, quando, ainda miúdos, ingressámos no Seminário do Tortosendo, onde fomos colegas, da mesma turma, durante cinco anos.
   Entre aulas matinais, tardes de estudo, entrecortadas com futeboladas, e orações de manhã à noite, havia um momento de silêncio e leitura livre às 21 horas, imediatamente antes de deitar. Para esse momento, e outros clandestinos nas horas de estudo, fornecíamo-nos na Biblioteca, que ficava logo à direita de quem entrasse naquele enorme casarão.
   Havia um cavaleiro com uma espingarda de três tiros, num cavalo da cor da noite, que voava como o vento sobre as areias do deserto, se o dono lhe assobiasse entre as orelhas. E o Corsário Negro, herói vingador dos irmãos, o Corsário Vermelho e o Corsário Verde, sempre vitorioso contra os governadores das colónias e os navios que sulcavam o mar das Caraíbas. E também o Sandokan… E ainda os índios Apaches, nas pradarias da América do Norte, guiados pelo grande espírito Winnetou que falava ao grande chefe Manitou através da montanha sagrada. Quanta imaginação Emílio Salgari e Karl May semearam nas nossas mentes!
   Mas não foi pelos livros que soubemos daquela outra montanha sagrada, o Monte Sinai, onde Javé falou a Moisés e lhe entregou a Lei das Doze Tábuas. Foi no cinema, às segundas de tarde, projetado no refeitório, arrumado para sala de espetáculos. Ali, no ecrã, nem precisávamos de imaginar, era tudo real. “Os Dez Mandamentos”, “A Bíblia”, filmes de índios, exércitos e cowboys. Um mundo tão grande!
A apresentação do livro realiza-se no dia 11 de outubro, a próxima sexta-feira, pelas 18 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco. É uma edição de autor, como o anterior.
As personagens principais do livro são três amigos que se encontram diariamente e partilham as pequenas alegrias e misérias da vida. Vamos juntar muitos amigos e saborear com o Cerejo a festa da vida!


José Teodoro Prata

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